Antigo prédio da Embasa que recebeu a Ocupação Carlos Marighella será leiloado por lance mínimo de R$ 6,7 milhões

  • 30/04/2026
(Foto: Reprodução)
Antigo prédio da Embasa abrigou cerca de 290 famílias na Ocupação Carlos Marighella, em Salvador Google Maps O antigo prédio da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), localizado na Avenida Sete de Setembro, no Centro de Salvador, será leiloado pelo Governo da Bahia com lance mínimo de R$ 6,7 milhões. O imóvel abrigou cerca de 290 famílias da Ocupação Carlos Marighella, em 2021. O edital foi lançado na terça-feira (28), na sede da Associação Comercial da Bahia (ACB), e prevê que o imóvel seja destinado a atividades turísticas. O edifício, que pertence ao Estado e funcionava como antiga sede da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), tem oito andares e 1.960 metros quadrados de área construída. Ele fica na interseção da Ladeira de São Bento com a Praça Castro Alves, em uma das áreas mais movimentadas do Centro Antigo da capital baiana. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Segundo a Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), o certame está disponível no site da leiloeira responsável e os lances já podem ser registrados. O vencedor será conhecido no dia 28 de maio, às 11h, em modalidade online, com transmissão pelo YouTube. Vídeos em alta no g1 A proposta é que o imóvel seja adaptado para uso turístico, em uma parceria entre a Setur-BA e a Embasa. “Agradecemos à Embasa por disponibilizar um imóvel que vai servir ao turismo da capital, incrementando o fluxo de visitantes, com a geração de emprego e renda para os baianos. É mais uma iniciativa do Governo do Estado na revitalização do Centro Antigo, induzindo o desenvolvimento da região, com a atração de novos investimentos privados”, afirmou o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar. O presidente da Embasa, Gideone Almeida, destacou que o comprador precisará adequar o prédio às normas urbanísticas. “O interessado que der o maior lance levará um grande equipamento, que precisrá passar por uma adaptação, mas respeitando as normas do Plano Diretor Urbano e os aspectos de infraestrutura do prédio”, disse. Para a presidente da Associação Comercial da Bahia, Isabela Suarez, a revitalização do imóvel deve impactar diretamente o comércio da região. “A revitalização de um prédio público no Centro Histórico impacta diretamente na vida do comércio, uma pauta de interesse do setor turístico, que é a vocação natural do nosso estado”, declarou. Ocupação em 2021 Ocupação Carlos Marighella, em Salvador Rildo de Jesus O prédio foi ocupado em 7 de junho de 2021 por cerca de 200 famílias ligadas ao Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), que batizou o espaço de Ocupação Carlos Marighella. Na época, o imóvel era o antigo Centro Educacional Magalhães Neto e estava sem uso. Cartazes foram colocados na fachada do edifício com frases como “isolamento social — direito de todos e dever do Estado”, em referência à crise habitacional agravada durante a pandemia. Ao longo de quase três anos, a ocupação chegou a reunir 290 famílias e tinha como principal reivindicação a transformação do prédio em habitação social ou a garantia de moradia definitiva no Centro da cidade. As famílias saíram do prédio em julho de 2024, após um acordo judicial. Desocupação em julho de 2024 Ao g1, Matheus Portela, do MBL, disse que o prédio não recebeu destinação social após a saída das famílias e voltou ao estado de abandono. Segundo ele, as portas e janelas foram fechadas com tijolos para impedir novas ocupações. “O prédio não recebeu destinação social, que era inclusive uma reivindicação nossa. Queríamos que a moradia das 290 famílias fosse resolvida no Centro ou que o prédio fosse reformado e transformado em habitação social, já que ele estava abandonado e sem cumprir função social antes da ocupação”, afirmou Matheus. Ainda segundo Matheus, nem as famílias nem a organização foram informadas previamente sobre o leilão. Ele afirmou que, após a desocupação, apenas 90 famílias passaram a receber auxílio-aluguel de R$ 450, valor considerado insuficiente para manter moradia em Salvador, especialmente na região central. Segundo ele, o benefício é pago de forma irregular e, neste mês, estaria atrasado. “Além de insuficiente para pagar aluguel em Salvador, os pagamentos acontecem em datas inconsistentes, o que gera transtorno para diversas famílias. Inclusive, neste mês, o auxílio está atrasado”, informou. As demais famílias, conforme ele, seriam incluídas em projetos do programa Minha Casa, Minha Vida Entidades, com parceria do Governo do Estado, mas a proposta ainda não teria avançado. Matheus também afirma que, durante a campanha eleitoral, o governo prometeu a construção de 550 habitações no Centro de Salvador, incluindo moradia para parte dessas famílias, mas que até hoje não houve apresentação de projeto concreto. Enquanto isso, segundo o movimento, muitas famílias seguem morando de favor, em outras ocupações ou pagando aluguel em condições precárias. “As famílias continuam em situação de vulnerabilidade habitacional. Muitas vivem de trabalho informal, enfrentam desemprego, aumento no preço dos alimentos e dificuldade de manter o básico. O processo de gentrificação no Centro só agrava essa situação”, disse. Para Matheus, o leilão reforça a lógica da especulação imobiliária e aprofunda a expulsão de moradores de baixa renda da região central da cidade. Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/04/30/antigo-predio-da-embasa-sera-leiloado.ghtml


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