Auxiliar de logística, controlador de estoque: entenda esquema criminoso que prendeu farmacêutica e outros 9 por tráfico de toneladas de cocaína
08/10/2026
(Foto: Reprodução) Dez pessoas são presas operação contra grupo que movimentava toneladas de drogas na Bahia
Os 10 suspeitos presos durante a "Operação Leakage", deflagrada na Bahia, na quarta-feira (7), são investigados por participação em um esquema de tráfico internacional de drogas. As investigações apontam que cada um possuía uma tarefa específica no grupo criminoso, que trazia para Salvador e outras cidades do estado toneladas de drogas oriundas do Paraguai.
Além da capital, a operação cumpriu mandados de prisão em Feira de Santana e Camaçari, também na Bahia, e em Cascavel, no Paraná. Uma das prisões aconteceu em flagrante em um galpão, onde foram encontradas aproximadamente uma tonelada de drogas, entre maconha, crack e cocaína.
Também foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão, que resultaram na localização de drogas, armas, balanças de precisão, celulares, uma máquina de contar dinheiro, além de outros aparelhos eletrônicos.
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Conforme informações da TV Bahia, o grupo já era monitorado há cerca de 10 meses pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Cerca de R$ 25 milhões em bens e veículos relacionados aos investigados foram apreendidos pela polícia.
Operação Leakage foi deflagrada nesta quarta-feira (7)
Polícia Civil
➡️ Os suspeitos presos foram identificados como:
Malena S. de Moura: era funcionária da farmácia no Hospital das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). Era a responsável por guardar e vender drogas;
Uma das presas foi Malena Santos de Moura, farmacêutica que trabalha na farmácia do Hospital Irmã Dulce.
Reprodução/Redes Sociais
Leonardo de Jesus Ribeiro dos Santos, conhecido como "Léo Gamboa": atuava como chefe local;
Leonardo de Jesus Ribeiro dos Santos, conhecido como "Léo Gamboa" é apontado como chefe local do grupo.
Reprodução/Redes Sociais
Douglas Araújo de Oliveira, conhecido como "DG": era gerente e negociador;
Douglas Araújo de Oliveira é apontado como gerente e negociador.
Reprodução/Redes Sociais
Adailton Souza dos Santos, conhecido como "Bob": controle de estoque;
Adailton Souza dos Santos é suspeito de controle de estoque.
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Luciano Santos da Silva: também era chefe local do grupo;
Luciano Santos da Silva é apontado como chefe local do grupo.
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Lucas de Jesus Lima dos Santos, conhecido como "PZ": auxiliar de logística;
Lucas de Jesus Lima dos Santos, conhecido como "PZ" é apontado como auxiliar de logística.
Reprodução/Redes Sociais
Luís Paulo do Sacramento Palma: articulador logístico;
Luís Paulo do Sacramento Palma é apontado como articulador logístico.
Reprodução/Redes Sociais
Gabriela Costa de Oliveira: atuava como chefe local do grupo;
Gabriela Costa de Oliveira é apontada como chefe local do grupo
Reprodução/Redes Sociais
Sérgio Bernardo Oliveira Júnior: preso em flagrante por porte ilegal de arma.
Sérgio Bernardo de Oliveira Júnior foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo
Reprodução/Redes Sociais
Em nota, a Osid confirmou que Malena S. de Moura trabalhava no hospital e se colocou à disposição das autoridades para as informações necessárias. A instituição ainda ressaltou que não é investigada.
Segundo a Polícia Civil, a droga era comprada no Paraguai e passava pelo Paraná. De lá, o grupo enviava maconha e cocaína para Salvador e outros municípios baianos. As toneladas de drogas eram movimentadas mensalmente e o material ilícito distribuído para diferentes organizações criminosas.
"Além de revender as drogas do fornecedor, desviavam, sem o conhecimento deste, parte do carregamento para revendas paralelas. [...] No final das contas, acabou se 'desbaratando' em torno de quatro grupos criminosos que atuavam na reserva de drogas aqui", detalhou Adriano Moreira, diretor-adjunto do Denarc, à TV Bahia.
Galpões, imóveis e carros alugados
Para armazenar as drogas, o grupo utilizava galpões. Os investigadores também identificaram uma estratégia para dificultar o rastreamento dos integrantes e da estrutura usada no tráfico: o aluguel de dezenas de imóveis e veículos.
Polícia encontra cerca de 1 tonelada de drogas em galpão na Bahia
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam temporariamente casas e carros, o que dificultava a identificação dos locais e veículos ligados ao esquema.
Grupo criminoso pode estar envolvido com tráfico de armas
As investigações identificaram outros grupos que teriam surgido a partir da organização investigada e pessoas responsáveis por receber e distribuir os entorpecentes em diferentes cidades baianas. Além do tráfico de drogas, a Polícia Civil encontrou indícios de envolvimento de integrantes do grupo com o comércio ilegal de armas de fogo.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos e identificar outras pessoas que possam fazer parte da rede.
A Operação Leakage é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (3ª DTE/BTS), com apoio de outros departamentos da Polícia Civil da Bahia e de equipes das polícias Civil e Militar do Paraná.
Cerca de 130 policiais participaram da operação. Em Salvador, os mandados foram cumpridos nos bairros de Stella Maris, Gamboa, Itapuã, Cidade Nova, São Caetano e Engenho de Brotas.
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Polícia Civil
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