Caixões descartados a céu aberto e falta de manutenção geram reclamações em cemitérios públicos de Salvador

  • 06/07/2026
(Foto: Reprodução)
Moradores denunciam situação de abandono de cemitérios em Salvador Moradores e familiares de pessoas sepultadas nos cemitérios municipais de Plataforma e Periperi, no subúrbio de Salvador, denunciam problemas como descarte de caixões a céu aberto, falta de manutenção, mato alto e dificuldades de acesso às unidades. No Cemitério Municipal de Plataforma, imagens mostram dezenas de caixões já utilizados acumulados em uma área aberta, próximos ao muro que separa o espaço da Rua David Ferreira. Parte do material está coberta por lonas, enquanto outra permanece exposta. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Quem mora no entorno afirma conviver diariamente com a situação e reclama de mau cheiro e da presença de insetos. "Ficam aqueles mosquitos pretos e, se deixar as janelas abertas, eles entram. Ali é contagioso. Eu não sei como o pessoal aguenta esse mau cheiro. Eles tiram os caixões e abandonam. Tem que ficar denunciando para tirarem", disse o frentista Cosme dos Santos. Agora no g1 Segundo moradores, o descarte dos caixões ocorre com frequência e levanta preocupações sobre possíveis riscos à saúde. A engenheira sanitarista e ambiental Gabriela de Toledo afirma que o armazenamento observado não segue o procedimento adequado para esse tipo de resíduo. "O que a gente está testemunhando aqui é o manejo inadequado de resíduos cemiteriais, lançados inadequadamente sobre o solo, ainda com cobertura de lonas, criando acúmulo de água para proliferação de vetores, como mosquitos." Caixões descartados a céu aberto e falta de manutenção geram reclamações em cemitérios públicos de Salvador Reprodução/TV Bahia A especialista também alertou para outros impactos causados pela situação. "Problemas relatados por moradores como geração de moscas, mau odor e líquidos que saem escorrendo. E se houver crianças que entram em contato com esse material contaminado por vírus e bactérias das pessoas que foram enterradas nesses caixões descartados?" Ela classificou o cenário como "muito triste de negligência de gestão ambiental". Além dos resíduos, moradores reclamam da falta de conservação do cemitério. "Imagine que, no momento de dor, você vem sepultar um familiar e se depara com um cemitério com mato alto e túmulos quebrados. Também aparecem seres indesejados, como ratos e outros animais", afirmou o professor de educação física Rilson Daltro. Acesso comprometido em Periperi Caixões descartados a céu aberto e falta de manutenção geram reclamações em cemitérios públicos de Salvador Reprodução/TV Bahia No Cemitério Municipal de Periperi, também localizado no subúrbio da capital, as reclamações incluem mato alto, estruturas deterioradas e dificuldades para chegar até a área de sepultamentos. Na última semana, o aposentado Wellington Santana registrou imagens do local durante um enterro. "Horrível, cheio de mato, um descaso total, as salas todas bagunçadas. Para enterrar, os buracos estão dentro do mato. Horrível, horrível, horrível", disse. O acesso ao cemitério é feito por uma escadaria e por uma rampa. No local, o desgaste da estrutura é visível, enquanto a vegetação toma parte do caminho. "Para a gente levar nosso ente querido até o sepultamento, a escada do cemitério está totalmente quebrada, escorregadia, podendo até causar um acidente no momento do sepultamento", afirmou o empresário Fabrício de Jesus. O aposentado Joseval Roberto Guimarães também criticou as condições da unidade. "Muito mato, muros caídos e as lápides você não consegue nem enxergar, porque estão cobertas pelo mato." Salvador tem 21 cemitérios. Destes, dez são administrados pela prefeitura, dez são privados e um é de responsabilidade do governo estadual. O que diz a prefeitura Caixões descartados a céu aberto e falta de manutenção geram reclamações em cemitérios públicos de Salvador Reprodução/TV Bahia Em nota, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) informou que tem conhecimento das demandas relacionadas aos cemitérios municipais e que vem adotando medidas administrativas e operacionais para solucionar os problemas identificados. Segundo a pasta, a capinação das áreas é realizada pela Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), conforme cronograma periódico, com ciclos médios de execução a cada 30 dias. Sobre os caixões e demais resíduos provenientes das exumações, a Semop informou que o material permanece armazenado temporariamente nas unidades cemiteriais, seguindo os procedimentos operacionais vigentes, até ser encaminhado para aterro sanitário em caçambas da prefeitura. A secretaria afirmou ainda que o aumento da presença de mosquitos costuma ocorrer durante os períodos chuvosos e que o descarte irregular de materiais por moradores no interior dos cemitérios agrava a situação. Por fim, a Semop informou que mantém articulação com o Centro de Controle de Zoonoses para a aplicação de produtos de combate aos mosquitos transmissores de arboviroses e disse que segue buscando, em conjunto com outros órgãos, soluções para garantir a manutenção, a salubridade e o funcionamento adequado dos cemitérios municipais. LEIA TAMBÉM: Inscrições para sorteio de vagas em cursos técnicos da rede estadual da Bahia são abertas; veja como participar Indústria de panificação das Obras Sociais Irmã Dulce abre vagas de emprego temporário; saiba como se inscrever Sesc oferece cursos profissionalizantes gratuitos em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/07/06/caixoes-descartados-a-ceu-aberto-e-falta-de-manutencao-geram-reclamacoes-em-cemiterios-publicos-de-salvador.ghtml


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