Polícia Civil conclui inquérito e pede que 'Rainha do Sul' continue presa; advogada é apontada como chefe de facção
22/01/2026
(Foto: Reprodução) Polícia conclui inquérito e pede prisão preventiva da 'Rainha do Sul'
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a Poliane França Gomes, a "Rainha do Sul", apontada como advogada de uma facção criminosa na Bahia e um dos nomes mais perigosos do tráfico no Nordeste. Ela e outras 13 pessoas estão presas desde novembro do ano passado após uma operação.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito pediu que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomende que a advogada e todos os presos na operação continuem presos. O órgão acatou e ofereceu a denúncia à Justiça.
As investigações apontaram que Poliane França manteve relacionamento íntimo com o chefe do grupo, que atualmente está preso no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, cidade a cerca de 190 km da capital baiana, desde 2013.
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A Polícia Civil informou ainda que ela era responsável por transmitir ordens estratégicas, reorganizar territórios, articular cobranças e manter comunicação direta entre internos do presídio e lideranças externas.
De acordo com informações apuradas pela TV Bahia, o chefe da facção com quem ela tinha envolvimento amoroso é Leandro de Conceição Santos Fonseca, conhecido como "Shantaram".
'Rainha do Sul' é casada com chefe de facção
Reprodução
Um colar apreendido com ela tem as iniciais "RS" cravejadas em diamantes e o apelido "Querido", atribuído ao chefe da facção criminosa Bonde do Maluco, em ouro.
O colar de ouro e diamante foi encontrado pelos policiais durante o cumprimento do mandado de prisão da advogada. No local também foi encontrado um colar com a imagem de um leão e a seguinte frase: "muitos nasceram para viver na selva e eu para ser o rei com minha rainha".
Ainda na casa da suspeita, foram encontrados R$ 190 mil em espécie e uma máquina de contar dinheiro.
Shantaram está preso no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha
Polícia Civil
Colar com as iniciais "RS" e o apelido "Querido" foi encontrado na casa da suspeita em Salvador
Polícia Civil
Colar de ouro e imagem de leão também foi encontrado na casa da suspeita
Polícia Civil
Outras prisões da operação
Ao todo foram cumpridos 14 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão na Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Três pessoas que tiveram mandados de prisão cumpridos já estavam presas.
Na Bahia, os alvos da operação eram:
responsáveis pela contabilidade do tráfico;
gerentes territoriais que comandavam áreas em Feira de Santana, Lauro de Freitas, Camaçari, Salvador e outras cidades baianas;
operadores encarregados do transporte, armazenamento e distribuição de drogas e armas.
Além das prisões, foram apreendidos R$ 1 milhão em joias de ouro e a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 100 milhões em contas bancárias. O grupo também ficou proibido de usar os seguintes bens, avaliados em R$ 1 milhão:
sete veículos;
uma moto aquática;
um haras com cavalos de raça;
uma usina que produz energia solar.
Dinheiro encontrado com a suspeita em Slavador
Polícia Civil
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